Liderança: vocação ou desenvolvimento? 

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A liderança é uma característica inata ou que pode ser desenvolvida? 

Essa pergunta costuma ser respondida, de maneira geral, com base em experiências empíricas e pessoais. Na minha visão, a liderança pode ser desenvolvida, sim! Claro, essa é uma habilidade que também pode ser intrínseca a alguém. Contudo, não é necessário ter vocação para se tornar um líder. 

Justifico, em parte, com base em números. Segundo um estudo de 2013 (Born to lead? A twin design and genetic association study of leadership role occupancy), publicado por pesquisadores de cinco universidades diferentes dos Estados Unidos e Inglaterra, há um genótipo específico à tendência de ocupar uma posição de liderança. No entanto, essa predisposição para liderar é estimada em 24%, e que os outros 76% seriam complementados por influências ambientais e por aquilo que é aprendido ao longo da vida. 

Em muitos dos processos de desenvolvimento de liderança que já pude participar, percebo que um elemento importante nessa formação de características para liderar é o autoconhecimento. Não raro, conhecemos grandes talentos que se limitam a imaginar que não têm a capacidade para liderar um time ou um projeto. É a partir do autoconhecimento que revelamos nossos pontos fortes e maneiras próprias de exercer a liderança. Tem quem a exerça pela influência, relacionando-se com o outro e fazendo com que suas demandas sejam atendidas. Outras pessoas exercem a liderança pelo conhecimento técnico. E, ainda, há aquelas que a exercem pelo exemplo. Não há perfil certo ou errado, mas há tendências que direcionam a liderança de maneira mais efetiva.

Algumas características de liderança desejáveis nos últimos anos incluem, por exemplo, o otimismo. De acordo com um estudo da Association of Executive Search and Leadership Consultants (AESC), líderes que se comunicam de forma otimista inspiram os outros, tendem a ser mais inclusivos, encorajam a inovação e veem oportunidades onde outros veem apenas obstáculos. 

Para desenvolver a liderança, também se faz necessário conhecer o outro: saiba quem são os seus liderados, suas expectativas, anseios, medos e exercite a comunicação, pois é por meio dela que o líder que existe em você vai ser reconhecido! 

Por parte de quem já é líder e procura novas lideranças, é essencial conhecer o estilo de cada pessoa nessa função, tanto para garantir efetividade em seu papel, quanto para não gastar energia demais nessa dinâmica — afinal, liderar não deve ser uma tarefa penosa. Ele deve ser tão fácil ao ponto de parecer natural, ao ponto de pensarmos que, de fato, a liderança é inata naquela determinada pessoa. 

Agora eu gostaria de saber de vocês: qual característica você acha mais importante em um líder?

Escrito por Ruth Bandeira

Fontes: The Leadership Quarterly e Association of Executive Search and Leadership Consultants.

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